História da cidade

Localizado no semiárido nordestino da Bahia, na região do sertão do Raso da Catarina, o município de Macururé tem sua origem ligada a uma antiga fazenda que levava o mesmo nome. De acordo com registros coloniais encontrados em 1992 pelo pesquisador Alex Maia, no Arquivo Público da Bahia, há documentos históricos que comprovam quase duzentos anos de existência dessa denominação.

Os registros oficiais de terras da antiga Freguesia de Santo Antônio da Glória (atual município de Paulo Afonso), datados de 20 de janeiro de 1857, confirmam a posse de terras herdadas, em documento assinado pelo vigário Luís Justino da Costa. Neles, constam as propriedades denominadas Fazenda Macururé e Fazenda Tintim, nomes utilizados para identificar lotes de terra desde aquele período. O termo “Macururé” tem origem indígena e vem do dialeto das tribos Mariquitos e Pankararus, que habitavam a região. Sua tradução é formada por MACU, que significa “peixe”, e RURE, que quer dizer “maneira de pegá-lo” ou “armadilha”.

O atual município herdou apenas o nome da antiga fazenda, pois o local onde hoje se encontra era uma pequena propriedade denominada Três Irmãos, pertencente a Ricardo, Firmino e Honório, da família Maia, originária do Rio Grande do Norte. O desenvolvimento de Macururé começou com a Fazenda de Roberto Pereira Maia, conhecida como Roça do Tintim — também mencionada nos registros de 1857.

Mais tarde, a fazenda passou a se chamar Três Irmãos, após ser doada aos filhos de Roberto Pereira Maia: Firmino, Honório e Ricardo. Os irmãos construíram suas residências e preservaram a antiga Casa Grande. Em 1906, ergueram uma pequena capela, cuja iniciativa foi de Firmino Pereira Maia. Enviaram a Salvador o senhor Amâncio para trocar moedas por uma imagem religiosa, escolhendo a do Senhor do Bonfim. Em homenagem a essa imagem, a fazenda passou a ser chamada de Arraial do Senhor do Bonfim. A primeira missa foi celebrada pelo padre Manoel Félix, e Honório Pereira Maia foi nomeado delegado para cuidar da ordem e da administração local.

Com a construção da antiga BR-4 (atual BR-116) em 1942, o povoado passou a receber um número maior de pessoas, principalmente funcionários da antiga Inspetoria de Obras, o que contribuiu para o crescimento da população. Novas casas foram erguidas, formando a atual Praça Municipal. Parte dos materiais destinados à estrada foi desviada para a cidade de Senhor do Bonfim, também localizada no sertão baiano, motivo pelo qual decidiu-se mudar o nome do povoado para Macururé.

Em 1938, Macururé figurava como um dos distritos de Glória, sob o nome de Bonfim. Entre os anos de 1939 e 1943, o distrito passou a adotar oficialmente o nome de Macururé. O processo de emancipação política contou com o empenho do senhor Diógenes Lemos de Moraes, que trabalhou incansavelmente para que o município conquistasse sua independência de Glória. Com o apoio dos deputados João Carlos Tourinho Dantas e Raimundo Reis, Macururé foi oficialmente criado pela Lei Estadual nº 1.754, de 27 de julho de 1962, publicada no Diário Oficial de 30 de julho do mesmo ano.

Atualmente, o município possui uma área de 2.108 km² e faz limite com os municípios de Chorrochó, Rodelas, Jeremoabo e Canudos.

Fonte: Wikipédia

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